Artistas
O Festival urban echoes reúne artistas nacionais e internacionais de excelência nas áreas da música e criação contemporânea. Músicos, compositores, artistas visuais e performers integram uma residência artística dedicada ao diálogo entre diferentes linguagens criativas. Em contacto com o património arquitetónico e urbano de Braga, desenvolvem performances únicas, novas criações e experiências imersivas. O festival promove o encontro entre tradição e inovação, cruzando repertório clássico com práticas artísticas contemporâneas. Paralelamente, os artistas participam em momentos formativos e iniciativas de proximidade com a comunidade. Cada presença artística contribui para transformar Braga num espaço vivo de experimentação, colaboração e criação cultural internacional

Adam Newman
Viola
Adam began his musical studies in Liverpool aged 7, learning a variety of
instruments before focusing on the viola. He then moved to London to
study with Philip Dukes and Louise Hopkins before continuing his studies
in Europe with Tatjana Masurenko, Lars Anders Tomter, Claudio Martinez
Mehner and Rainer Schmidt, as well as Kim Kashkashian in the USA.
Adam has appeared as a soloist and chamber musician throughout
Europe and North America, performing in major concert halls and
festivals. He is passionate about education and the development of
young musicians, combining an active performing career with teaching
and outreach work. His interests include exploring both the traditional
viola repertoire and contemporary works, with a particular focus on
collaboration and creative programming.
He plays on a viola by Bertrand Galen 2009.

David Silva
Clarinete
David Dias da Silva é um clarinetista português-canadiano. Formou-se em Portugal (ESMAE) e aperfeiçoou-se na Academia de Basileia e na Universidade McGill (Montreal).
Vencedor de destacados concursos internacionais, como o Prix d’Europe e o Canadian Music Competition (2016), acumula ainda mais de vinte prémios.
A sua carreira orquestral inclui passagens pela Sinfonieorchester Basel e pela Malaysian Philharmonic Orchestra. Atua regularmente como freelancer com orquestras de referência como a Orchestre Symphonique de Montréal, a Toronto Symphony Orchestra e a Orquestra Gulbenkian.
Como solista, já se apresentou com orquestras no Canadá e na Suíça. É membro da Orquestra de Câmara Portuguesa desde 2009, artista da Jeunesses Musicales Canada e foi distinguido como cidadão de mérito de Viana do Castelo em 2022.

Francisco Lima Santos
Violino
Natural de Lisboa, iniciou os estudos musicais aos nove anos na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, com Ana Margarida Sanmarful. Concluiu a licenciatura em violino na Escola Superior de Música de Lisboa, estudando com Khachatour Amirkhanian. Prosseguiu formação em Bruxelas, no Koninklijk Conservatorium, com Yuzuko Horigome, vencedora do Concurso Queen Elizabeth. Terminou os estudos em 2016 na Escuela Superior de Música Reina Sofía, em Madrid, sob orientação de Ana Chumachenko e Zograb Tatevosyan. Complementou a formação com masterclasses de violinistas de renome internacional. Foi membro e concertino da Orquestra Sinfónica Juvenil, apresentando-se também como solista em várias salas do país. Integrou desde o início a Orquestra XXI e participou na Orquestra de Jovens da União Europeia, atuando em importantes salas europeias. Foi distinguido em vários concursos, incluindo o Concurso Internacional do Fundão, o Prémio Jovens Músicos e o Prémio Vasco Barbosa, conquistado em 2016. Nesse mesmo ano, apresentou-se a solo com a Orquestra Sinfónica Portuguesa no Teatro Nacional de São Carlos. Colabora regularmente com orquestras europeias e integra o Artium Trio, vencedor do Prémio Jovens Músicos na categoria de Música de Câmara.

Pedro teixeira
Oboé
Nascido em Mirandela, a 26 de janeiro de 1988, iniciou os estudos musicais em 2000 na ESPROARTE, onde estudou oboé com Sandra Monteiro, Ana Madalena Silva e Saúl Silva. Formou-se em Performance Musical (Oboé) pela ESMAE do Porto e prosseguiu o Mestrado em Ensino da Música na Universidade do Minho, destacando-se com elevada classificação. Frequentou masterclasses com reconhecidos oboístas internacionais e foi convidado a estudar na Alemanha por Diethelm Jonas. Enquanto estudante, integrou várias orquestras jovens e profissionais, incluindo a World Youth Orchestra entre 2009 e 2012, realizando digressões internacionais. Colaborou com diversas orquestras portuguesas, como a Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Sul, Gulbenkian e Orquestra Sinfónica Portuguesa. Participou em gravações discográficas e transmissões para rádio e televisão, frequentemente como oboé e corne inglês solista. Desenvolve também trabalho artístico em improvisação e jazz, sendo membro fundador e co-compositor do Indigo Quintet. Leciona oboé em conservatórios e escolas profissionais, destacando-se pelos resultados dos seus alunos no ensino superior. Desde 2022, é primeiro oboé solista da Orquestra do Distrito de Braga e da Orquestra da Costa Atlântica. Atualmente, é oboé solista e coordenador de naipe da Orquestra Filarmónica Portuguesa, colaborando ainda com a Orquestra Nacional do Porto Casa da Música.

O Clamat
Colectivo
O Clamat – colectivo variável, sob direção artística de Nuno Aroso, é um ensemble dedicado à criação e interpretação de música contemporânea para percussão. Estreando-se publicamente na Bienal Aveiro_Síntese em 2020, o coletivo tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro entre compositores, intérpretes e diversas práticas artísticas, orientado pela experimentação e pelo desenvolvimento de novas linguagens performativas. No centro da sua atividade está a promoção da criação contemporânea, através da encomenda, estreia e circulação de obras escritas para o grupo, contribuindo ativamente para a expansão do repertório de percussão. Os seus programas combinam frequentemente criações recentes com obras de referência, propondo o concerto como uma experiência poética e um espaço de escuta expandida. Para além do contexto tradicional de concerto, o Clamat – colectivo variável desenvolve projetos transdisciplinares e intervenções em espaço público, explorando novas relações entre música, arquitetura, cidade e comunidade. Estas práticas refletem o interesse do ensemble em deslocar a performance para diferentes contextos e aproximar a criação contemporânea de novos públicos. O coletivo integra regularmente jovens percussionistas, recém-licenciados ou em fase de conclusão dos seus estudos superiores, afirmando-se também como uma plataforma de desenvolvimento artístico e profissional para novas gerações de intérpretes. O Clamat – colectivo variável apresenta o seu trabalho em diversos contextos nacionais e internacionais e editou recentemente o álbum monográfico City Walk – Nuno Aroso plays João Pedro Oliveira, lançado pela AnTaural.
Perc: Afonso Primo, Bruno Carvalho, Lourenço Oliveira, Nuno Aroso, Pedro Leitão, Vitória do Bem, Yi Huang.

Ana Ferraz
Flauta
Ana Ferraz é atualmente flautista principal da Franz Schubert Filharmonia, em Barcelona, e primeira flauta da Berliner KammerPhilharmonie desde 2022. Em 2021, foi distinguida pela Rainha Doña Sofía de Espanha como “Alumna más sobresaliente” da Escuela Superior de Música Reina Sofía. Nesse mesmo ano, venceu por unanimidade o 1.º Prémio do Concurso de Interpretação do Estoril. Apresentou-se em importantes festivais internacionais, como o Festival de Salzburgo, Musikverein Festival e Pharos Arts Foundation Festival, partilhando palco com músicos de renome. Iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música da Maia e prosseguiu formação na ARTAVE, onde foi distinguida como melhor aluna. Estudou na HEM Genève e no Conservatoire de Lyon, concluindo os cursos com distinção máxima. Em Barcelona, aperfeiçoou-se com Vicens Prats e integrou a Gustav Mahler Jugendorchester entre 2019 e 2021. Realizou ainda uma pós-graduação na Escuela Superior de Música Reina Sofía com Jacques Zoon. Desde 2021, colabora com o projeto GAUDEAMUS do Maestro António Victorino d’Almeida. Atualmente, frequenta um doutoramento em Estudos Artísticos na Universidade de Coimbra.

carmen touza
Pintora
Carmen Touza nasceu na Galiza, Espanha. Em 1970 mudou-se para Berlim, onde iniciou uma nova etapa da sua vida, trabalhando e estudando alemão. Durante a sua permanência na cidade, conheceu Walter Womacka, diretor da Escola de Arte e Design de Berlim, que teve um papel fundamental no início da sua carreira artística. Em 1980, na Holanda, conheceu o pintor Walasse Ting, com quem desenvolveu uma forte amizade e de quem aprendeu os princípios da pintura oriental. Em 1998 estabeleceu-se em Tenerife, onde criou a sua casa e atelier, regressando mais tarde à sua terra natal, Pontevedra, na Galiza. As suas viagens e experiências ligadas à espiritualidade inspiraram uma profunda renovação do seu estilo artístico. A sua pintura caracteriza-se pela intensidade das cores, pela sensibilidade e pela expressão de emoções, sonhos e memórias. Influenciada pelas aprendizagens adquiridas ao longo da vida, Carmen Touza desenvolveu uma linguagem visual própria, marcada pela criatividade e pela poesia. As suas obras transmitem beleza, ternura e uma forte dimensão emocional. Ao longo da sua carreira, expôs internacionalmente na Ásia, Médio Oriente, Estados Unidos, Brasil e Europa

David Wyn Lloyd
Viola
David Lloyd, doutorado pela Universidade de Sheffield, iniciou os estudos superiores em 1981 no Royal College of Music, em Londres, destacando-se com prémios em viola-d’arco e música de câmara. Estudou com Peter Schidlof, do Quarteto Amadeus, e desenvolveu uma carreira profissional intensa nas principais orquestras de Londres, incluindo quatro anos na BBC Symphony Orchestra. Atuou internacionalmente sob direção de maestros de renome, como Pierre Boulez e Colin Davis. Em Portugal, foi solista da Orquestra do Porto e dedicou-se ao ensino musical em várias instituições, sendo docente na Universidade de Aveiro desde 1996 e na ESART/IPCB desde 2018. Dirigiu a Orquestra da Universidade de Aveiro e integrou diversos quartetos de cordas, tocando atualmente no Quarteto da Costa Atlântica. A sua investigação doutoral centrou-se na interpretação do tango, área em que mantém atividade artística com grupos como o Portotango Ensemble e La Ideal. Gravou discos com artistas portugueses, como Pedro Abrunhosa e Miguel Araújo, e realizou numerosos arranjos musicais. Entre 2012 e 2016, foi Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Clássica do Centro, estreando obras e gravando repertório orquestral. Em 2014, recebeu o título de Maestro Honorário Vitalício de Cabo Verde e continua ativo como músico e chefe de naipe em importantes orquestras portuguesas.

Jorge Castro
Contrabaixo
Natural de Braga, iniciou os estudos musicais em 2000 no baixo elétrico e prosseguiu formação na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, onde concluiu o Curso de Instrumento. Estudou posteriormente na Academia Nacional Superior de Orquestra e licenciou-se na ESART/IPCB, sob orientação de Adriano Aguiar. Concluiu o Mestrado em Ensino de Música na Universidade do Minho, com profissionalização em Contrabaixo e Classe de Conjunto. Obteve ainda o título de Especialista em Performance – Contrabaixo pela ESART/IPCB, por unanimidade do júri. Atualmente, é doutorando em Contrabaixo – Performance na Universidade de Aveiro e investigador integrado do INET/MD. Frequentou masterclasses com reconhecidos contrabaixistas internacionais, como Rinat Ibragimov, Leon Bosch e Giuseppe Ettorre. A nível orquestral, colaborou com importantes formações nacionais e internacionais, incluindo a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Remix Ensemble e Orquestra Filarmónica de Bruxelas. Gravou para a RDP/Antena 2 e para a rádio alemã WDR3, além de atuar em transmissões televisivas nacionais. Apresentou-se em concertos em vários países europeus e na África do Sul.

Piotr Rachwał
Violino
Piotr Rachwał iniciou os estudos de violino muito jovem e estreou-se como solista aos 12 anos na Filarmónica da Silésia. Formou-se com distinção na Academia de Música de Cracóvia, na classe de Robert Kabara. Aperfeiçoou a sua formação com reconhecidos pedagogos internacionais, como Marina Jaszwili, Roland Baldini e Piotr Pławner. Como solista, músico de câmara e membro de orquestra, apresentou-se em diversos países da Europa, bem como nos Emirados Árabes Unidos e na China. Foi premiado e finalista em vários concursos nacionais e internacionais, incluindo o Talents for Europe e o Concurso Witold Lutosławski. Em 2021, qualificou-se para o prestigiado Concurso Internacional de Música ARD, em Munique. Participou em importantes festivais, como o Festival de Música de Abu Dhabi e o Festival Chopin e His Europe. Recebeu bolsas de estudo de instituições culturais e académicas da Polónia e do Rotary International. Colaborou com importantes orquestras polacas, incluindo a Orquestra Sinfónica da Rádio Nacional Polaca e a Orquestra de Câmara AUKSO. Em 2022/23, integrou a academia orquestral da Rádio Nacional Polaca, onde desempenhou funções de concertino sob direção de Marin Alsop.

Pedro Miguel Pereira
Trompa

Fernando Costa
Violoncelo
Fernando Costa tem-se destacado como um dos intérpretes promissores da nova geração de músicos em Portugal, reconhecido pela forte presença em palco e expressividade musical. Nascido em 1991, iniciou os estudos de violoncelo com Valter Mateus. Em 2013, concluiu a Licenciatura na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, com classificação máxima, sob orientação de Jed Barahal. Prosseguiu os estudos na Suíça, concluindo em 2015 o Mestrado em Performance Musical na Hochschule der Künste Bern, orientado pelo violoncelista António Meneses. Atuou como solista com importantes orquestras portuguesas, incluindo a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra do Norte. Desenvolve atividade regular a solo e em música de câmara, tanto em Portugal como no estrangeiro. Participou em digressões internacionais pelo Brasil, Estados Unidos e China, além de festivais em vários países europeus e no Azerbaijão. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 2013 e 2015. Desde 2015, lançou três álbuns discográficos. O mais recente, Heritage, foi gravado com o pianista Luís Costa para a editora KNS Classical.

Nikolai Gimaletdinov
Violoncelo
Nikolai Gimaletdinov, nascido em 1982 numa família de músicos, iniciou o estudo do violoncelo aos cinco anos com o pai, violoncelista do Teatro Mariinsky de São Petersburgo. Formou-se no Conservatório Estatal de São Petersburgo e prosseguiu estudos em Estugarda com Natalia Gutman e em Viena com Herwig Tachezi e Valentin Erben. Frequentou masterclasses com violoncelistas de renome, como Heinrich Schiff e Ivan Monighetti. Em música de câmara, colaborou com artistas internacionais, incluindo Steven Isserlis, Patricia Kopatchinskaja e António Victorino d’Almeida. Como violoncelista principal, trabalhou com maestros de referência, como Valery Gergiev, Nikolaus Harnoncourt e Charles Dutoit, atuando em prestigiadas salas de concerto mundiais. Apresentou-se como solista com várias orquestras internacionais, incluindo a Orquestra Nacional Russa. Participou em festivais de renome, como os BBC Proms e o Salzburger Festspiele, tendo também desempenhado funções pedagógicas e artísticas em Portugal e Moçambique. Foi violoncelista principal da Filarmónica de São Petersburgo entre 2011 e 2016 e, desde 2017, ocupa o mesmo cargo na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música. Leciona violoncelo em instituições portuguesas desde 2017 e, desde 2024/2025, integra o Departamento de Música da Universidade do Minho. Atualmente, toca num violoncelo italiano do final do século XVIII.

João Catalão
Artista Plástico
Artista, curador e programador cultural, desenvolve um percurso
constelacional, orientado por preocupações ético-ambientais, vivências
pessoais e entrelaçamentos narrativos e poéticos, que adota a casa
como suporte de reconstrução, transfiguração e enquadramento
experimental museológico

Daniel Mota
Fagote
Estudou na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, na Academia Nacional Superior de Orquestra, na Escuela Superior de Música Reina Sofia e na Zürcher Hochschule der Künste, sob orientação de Roberto Erculiani, Klaus Thunemann e Giorgio Mandolesi. Ao longo da sua carreira, tem colaborado com várias orquestras de renome, incluindo a Orquestra Gulbenkian, Orquestra de Paris, Kammerorchester Basel, Orchestre de Chambre de Lausanne ou a Gustav Mahler Jugendorchester. Detentor de diversos prémios, incluindo o Prémio de Mérito do Estado Português, Daniel Mota ocupa o cargo de fagote solo na Berner Symphonieorchester, desde 2018, e é reconhecido pela sua interpretação expressiva e pelo seu compromisso com a música, sendo uma presença regular no cenário internacional de música clássica.
Pedro Miguel Pereira Fernandes nasceu em 1990, em Viana do Castelo.
Iniciou os estudos musicais em 2002 na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo.
Em 2008 ingressou na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, concluindo a licenciatura em 2012.
Em 2017 terminou o Mestrado em Ensino no Instituto de Educação da Universidade do Minho.
Frequentou diversas masterclasses em Portugal e no estrangeiro com reconhecidos trompistas internacionais.
Obteve o 2.º lugar no I Concurso Nacional de Instrumentos de Sopro “Terras de La Salette”, em 2008.
Em 2019 conquistou o 1.º lugar no XIV Concurso Internacional de Instrumentos de Sopro “Terras de La Salette” e o Prémio D. Aldina.
Foi membro de várias orquestras jovens e profissionais, incluindo a Gustav Mahler Jugendorchester e a Banda Sinfónica Portuguesa.
Colaborou como músico convidado com importantes orquestras nacionais e internacionais, sob a direção de maestros de renome mundial.
Atualmente, é membro da Orquestra Gulbenkian e do Quarteto Português de Trompas.

